Para isso, é necessário novas políticas de saúde na atenção primária que garantem a eles o acesso à avaliação nutricional e à orientação profissional para obter novos hábitos alimentares. Além disso, outros fatores podem influenciar para o déficit nutricional de idosos em instituições de longa permanência, como a solidão, depressão, dificuldade de deglutição, comprometimento cognitivo e funcional (DAMO et al., 2018). Dessa forma, é imprescindível a avaliação nutricional para identificar o estado nutricional do idoso. Além disso, “a avaliação nutricional do idoso é fundamental nos cuidados continuados de saúde para detectar precocemente a desnutrição” (LAGE et al., 2018, p. 7). A saúde pública no Brasil tem apresentado um alto índice de problemas relacionados à má alimentação, ao déficit nutricional que as pessoas apresentam devido aos seus hábitos alimentares. Além do crescente número de Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNT, como a obesidade, diabetes, anemia, desnutrição e outras (TAVARES et al., 2015).
Indica-se Suplementos Nutricionais Orais (SNO) quando o aconselhamento dietético e a fortificação de alimentos não forem suficientes, para idosos hospitalizados ou ainda na alta hospitalar (R26, R27, R28). Todos os idosos devem ser rotineiramente rastreados para desnutrição com uma ferramenta validada (R12). As restrições alimentares que podem limitar a ingestão alimentar são potencialmente nocivas e devem ser evitadas (R10). Caso o idoso não esteja comendo o suficiente, adicionar alguns lanches saudáveis ao longo do dia irá ajudá-lo a obter mais nutrientes. Se uma doença estiver dificultando a alimentação, é necessário consultar o médico urgentemente.
O próprio INCA (Instituto Nacional do Câncer) afirma que uma dieta saudável pode reduzir as chances de desenvolver a doença em 40%. O tratamento de doenças crônicas como diabetes, osteoporose e doenças degenerativas depende totalmente da correta oferta de nutrientes e controle da alimentação. A população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado – é o que aponta um levantamento recente do IBGE.
A ideia é distribuir pratos de acrílico para cada participante e dispor na mesa imagens de alimentos recortados de revistas, cola e pincel. Com o grupo de idosos formado, essa é uma boa prática de “aquecimento”, antes da palestra ou dinâmica. Pode ser uma notícia, uma entrevista, uma carta ou o relato de alguém, apresentando situações bem semelhantes à realidade dos participantes da oficina. As cartas fazem parte da diversão de muitas pessoas, de várias idades, sem falar que os jogos são ótimos instrumentos de fixação da aprendizagem. Nesse jogo, porém, ganha quem formar primeiro um cardápio equilibrado com as cartas. Saiba os detalhes Todos os idosos devem ser rastreados para desidratação, preferencialmente através da osmolaridade sérica ou plasmática medida diretamente, sendo considerada desidratação valores acima de 300 mOsm/kg (R58, R59).
As células das glândulas salivares são reduzidas em número nas pessoas idosas (Scott, 1977a,b), embora não tenha ainda sido demonstrada nenhuma ligação entre o envelhecimento e a redução da secreção salivar espontânea ou estimulada (Heft & Baum, 1984; Baum, 1989). Segundo Hayflick (1996), o fluxo da saliva e de seus componentes permanecem estáveis durante todo o processo de envelhecimento. Para garantir uma boa alimentação para o idoso, é preciso que se criem cardápios balanceados. Para isso, contar com a ajuda de profissionais de nutrição é uma excelente opção.
Hoje, no país, coexistem doenças transmissíveis e crônico-degenerativas em função da mudança do perfil epidemiológico da população. Pode-se, também, colocar um fundo sonoro neste ambiente, desde que a opção seja por músicas suaves e que atendam à preferência da faixa etária, pois o idoso tende a degustar os alimentos com mais tranqüilidade. Com o avanço da idade, as modificações mais evidentes na mucosa oral são proeminência das glândulas sebáceas, aparência lisa na superfície da mucosa e diminuição da espessura do epitélio bucal e lingual. https://www12.senado.leg.br/institucional/sis/noticias-comum/aumenta-o-numero-de-pessoas-com-transtornos-por-uso-de-drogas-e-alcool Dentre essas mudanças, a aparência lisa na mucosa e a diminuição da espessura do epitélio na cavidade oral interferem diretamente no consumo de alimentos, diminuindo o apetite.
Países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e França também apresentam uma crescente no número de idosos, porém este fenômeno observa-se há muito mais tempo e, em comparação com o Brasil, segue numa marcha mais lenta. Enquanto países desenvolvidos tiveram aspectos sociais envolvendo a população idosa moldados ao longo de várias décadas, nós teremos que tomar medidas urgentes para lidar com este novo cenário. Além de ser uma brincadeira divertida, o bingo da fruta estimula o consumo de alimentos saudáveis, cria um momento de socialização e treina a coordenação e memória dos idosos. O ideal é que a brincadeira continue até que todos saiam com sua cestinha de frutas.
Isso não significa que a alimentação não possa ser saborosa, ou que sua cultura alimentar não tenha que ser respeitada. Consultar um nutricionista especialista em geriatria, pode ajudar a adaptar suas preferências ao seu dia a dia. As perdas de audição e visão também podem influenciar no reconhecimento e escolha alimentares, além de limitar fisicamente o indivíduo que prepara as próprias refeições, diminuindo a ingestão adequada de nutrientes. De acordo com Souza et al. (2018) a revisão integrativa “cujo método possibilita busca, análise crítica e síntese do conhecimento produzido sobre o tema investigado podendo incluir estudos de diversas metodologias” para alcançar os objetivos propostos na elaboração da revisão. Resultados de estudos relativos à digestão e absorção de carboidratos vêm sinalizando uma diminuição na capacidade com a idade. Porém, a elevada prevalência de má digestão ou de absorção do carboidrato na velhice pode ser resultante da exposição deste nutriente à colônia de bactérias presente na flora intestinal (Feibusch & Holt, 1982).
Leia os detalhes
O que não podemos deixar de lado nessa idade é o respeito à individualidade e à cultura alimentar de cada um”, conclui a professora. Para meus pacientes recomendo sempre a preferência por cardápio para idosos com alimentos de fácil digestão, tais como, as carnes brancas (frango ou peixe) ou carnes magras (boi) e soja; consumir os alimentos assados, cozidos ou grelhados e usar alimentos que sejam ricos em cálcio. A alimentação deve ser variada e adaptada a esta fase, para realçar o sabor dos alimentos e torná-los mais fáceis de serem mastigados e deglutidos (engolir), mantendo o equilíbrio na oferta de nutrientes. Se você possui doenças de base como hipertensão, diabetes, doenças renais, cardiopatias ou outra, as restrições dietéticas precisam ser respeitadas.
O tempo passa e, naturalmente, continuamos seguindo os mesmos princípios para alimentação saudável em qualquer fase da vida. Entretanto, é importantíssimo redobrar os cuidados quanto à quantidade e, principalmente, a qualidade das calorias consumidas a fim de manter a qualidade de vida depois dos 60 anos. A falta de higiene bucal, geralmente associada à diminuição da destreza manual e a incapacidades físicas, contribui para o desenvolvimento da cárie dental e das doenças periodontais8, cujos problemas, não tratados, são as principais causas de perda de dentes em idosos15. Além disso, a conseqüente dificuldade de mastigação e o uso de próteses podem predispô-lo à má-nutrição.