Neste texto, vamos conversar sobre como a sexualidade diz respeito aos cuidados com o corpo, à prevenção às ISTs e ao planejamento reprodutivo, ou seja, temas de extrema relevância para a sociedade. Até a década de 1980, as disciplinas vigentes eram voltadas ao ciclo gravídico-puerperal. A partir da segunda metade da década de 1980, por influência das políticas de saúde, a disciplina mudou seu enfoque para a assistência à mulher e à criança, embora seus conteúdos tenham permanecido voltados para fase reprodutiva. No final dessa década, por influência do movimento feminista na política de saúde, seu conteúdo passou a focalizar a mulher de forma mais abrangente. A partir da década de 1980 a prática era dividida em blocos separados por campos e docentes com um determinado número de alunos (seis discentes por uma docente).
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Inicialmente, estimaram-se as prevalências com os respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) para os indicadores iniciação sexual e uso do preservativo na última relação sexual, nas três edições do inquérito. Em seguida, estimaram-se as prevalências de ter recebido orientação para gravidez, IST e preservativo grátis segundo a dependência da escola também para as três edições do inquérito. Em um terceiro momento, estimaram-se as prevalências de todos os indicadores acessados em 2015, estratificando-os por sexo, dependência administrativa da escola e região. Considerou-se o nível de significância estatística de 5% e a composição da amostra complexa para obter estimativas populacionais, por meio do módulo survey do Stata versão 14.0 (Statacorp.).
Mediante a pressão do movimento de mulheres e baseado em algumas das reivindicações na atenção a saúde, em 1984 o Ministério da Saúde lançou o Programa de Assistência Integral à Saúde da mulher (PAISM)(4). Em relação às adolescentes que já engravidaram, as regiões norte e nordeste apresentaram destaque nesse indicador, coincidente com menor proporção de estudantes que receberam orientação para prevenção de gravidez. Houve maior proporção de adolescentes que receberam orientação sobre preservativo grátis no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país (Tabela 2).
https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13814-custo-de-bem-estar-da-guerra-as-drogas-corresponde-a-r-50-bi-por-ano
Ressalta-se que algumas medidas foram tomadas, a fim de resguardar os adolescentes durante sua participação, como a voluntariedade da participação e o sigilo das informações dos escolares. É responsabilidade do Governo Federal tanto a atuação direta quanto prestar auxílio para estados e municípios a garantir este direito para todas as brasileiras. Uma vez acordado com a Secretaria de Educação, propõe-se que os(as) adolescentes implementem a metodologia do projeto Entre Fraldas e Cadernos nas escolas, com apoio de um(a) professor(a) de referência e que, com outros(as) estudantes, desenvolvam as fotonovelas sobre gravidez na adolescência. Dentro do contexto da saúde sexual e reprodutiva, a puberdade é, sem dúvida, um marco muito importante.
Utilizou a abordagem qualitativa, a pesquisa documental e a entrevista semiestruturada com docentes em regime de dedicação exclusiva. Os resultados revelaram que, inicialmente, as disciplinas eram exclusivamente voltadas aos aspectos biológicos da saúde da mulher, enfocando apenas a condição materna. Os conceitos de saúde sexual e reprodutiva, na perspectiva feminista, foram introduzidos posteriormente, para atender demandas de políticas de formação de mão-de-obra na área de saúde, representando também uma ampliação na compreensão da condição social da mulher. Conclui-se que ocorreu uma evolução nos currículos com a introdução desses conceitos, principalmente a partir da década de 1990. Outra reflexão é a ausência da transversalidade dos conceitos de saúde sexual e reprodutiva no currículo, o que reproduz uma visão fragmentada de cuidado, em que uma disciplina pode ser o único espaço de discussão sobre a temática e as demais não resgatam nem comentam o assunto. Isso compromete a possibilidade de ações integrais na saúde da mulher e dificulta o exercício da interdisciplinaridade.
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Essa é uma forma de ajudar na prevenção e tratamento de doenças, infecções sexualmente transmissíveis e, claro, da concepção de gestações indesejadas. Existem algumas formas de prevenção contra as doenças transmitidas por meio de relações sexuais. O uso de preservativos femininos e masculinos é fundamental em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais), sendo esse o método mais eficaz para evitar a transmissão de infecções. Para muitas meninas e muitos meninos, saúde sexual e saúde reprodutiva são tópicos que não aparecem com frequência nas conversas com a família. Fabricio Sousa, 18 anos, membro do Nuca, acredita que a conversa deveria ser comum desde a infância, mas, muitas vezes, a vergonha e a falta de abertura para tratar do assunto com os pais impedem que isso aconteça. “Esse tema é mais conversado na roda de amigos, até como uma forma de brincadeira, não vem como algo tão sério.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna
Também foram utilizadas variáveis explicativas, tais como sexo (masculino e feminino), região (norte, nordeste, centro-oeste, sul, sudeste) e tipo de escola (pública e privada). Todas elas são tratáveis e curáveis, principalmente se o diagnóstico for precoce e o paciente tiver boa adesão ao tratamento. Por fim, existem outros dispositivos, como o diafragma vaginal — feito de borracha, que impede a entrada de espermatozoides no útero — e o anel vaginal — também feito de borracha, faz a liberação progressiva de hormônios.