Cadernos Cris Informe Sobre Saúde Global E Diplomacia Da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Fiocruz: Ciência E Tecnologia Em Saúde Para A População Brasileira

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Cadernos Cris Informe Sobre Saúde Global E Diplomacia Da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Fiocruz: Ciência E Tecnologia Em Saúde Para A População Brasileira

Descubra a verdadeira história

Rômolo Mais de 3 milhões de estrangeiros desembarcaram no Brasil entre 1872 e 1920, encontrando, especialmente após a Abolição da escravatura, em 1888, ampla oferta de trabalho. Não há dúvidas quanto à contribuição desses  imigrantes para o desenvolvimento nacional – até hoje, porém, não se havia tentado quantificá-la. O relatório entende a discriminação como “uma combinação de preconceito contra o outro e medo de perder algo”, o que traz consequências diretas para a saúde.
grupo  social. A produção compartilhada de conhecimento, o estabelecimento de redes de trabalhadores e usuários de sistemas de saúde, o compartilhamento de experiências fundadas na biomedicina e em outras tradições e formas de cuidado socialmente reconhecidas são iniciativas vigorosas para a construção de projetos de globalização contra-hegemônicos. Temas paradigmáticos das reformas sanitárias dos anos 1970, que visavam à redução das desigualdades sociais em saúde, deixam o território das políticas de proteção social dos Estados-nacionais e surgem desterritorializadas no século XXI, através de políticas que devem promover a equidade em saúde, por meio de ações de monitoramento e controle de doenças no mundo. O mapa a seguir exemplifica esse processo de construção epistemológico e político que se inicia na construção de indicadores e culmina na formulação de políticas de saúde global (Figura 1).

Foca o arcabouço normativo internacional, os acordos internacionais, as inovações tecnológicas e suas implicações locais e globais. A análise dos indicadores de saúde global parte de duas dimensões que, apesar de constituírem dispositivos associados politicamente, conformam comunidades epistêmicas e sociais distintas. Uma dirigida à comunidade de especialistas que compartilham valores, regras e tecnologias para a construção e legitimidade dos indicadores, e outra que parte do uso retórico/argumentativo que os organismos internacionais, governos e outras instituições e atores políticos utilizam para influir na adoção de políticas, programas e ações de saúde.

Saúde global


fundamenta-se na noção da supraterritorialidade, mas estabelece conexões desde o nível global até o nível local. Fundamenta-se, também, nos princípios de respeito à diversidade humana, em seus aspectos sociais e culturais, de justiça social, de


Garantir os direitos dos migrantes, em especial o acesso à saúde, é necessário para que todos, inclusive a sociedade que os acolhe, beneficiem-se desse movimento. Essa é a principal conclusão do relatório sobre migração e saúde que acaba de ser divulgado pela revista científica britânica The Lancet em parceria com a University College London (UCL), na Inglaterra. A partir de evidências obtidas em extensa revisão de estudos sobre o tema, o documento contesta estereótipos e mostra o hiato existente entre os serviços de saúde disponíveis aos migrantes e suas reais necessidades.

Saúde global


Todavia, no Brasil ainda não havia até 2012 cursos de pós-graduação nível Doutorado que envolvesse os campos de conhecimento da Saúde Global e da Sustentabilidade, registrados na CAPES. Observe-se, também, que os indicadores são resultado da composição de um conjunto de dados que foram coletados em algum momento e que são partes integrantes do mesmo. O que se quer ressaltar com essa afirmativa que parece óbvia é que, para que se componha um determinado indicador, em boa parte das vezes, há que se ter, pelo menos, dois conjuntos de dados (variáveis) válidos e consistentes. Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.
Ele diz respeito à harmonia entre a saúde de seres humanos, animais e do meio ambiente, em benefício de todos. A perspectiva ajuda a identificar a influência de  fatores ambientais na saúde coletiva, como no caso da transmissão de dengue na América do Sul. O tema da mesa de abertura foi “Desafios da Saúde Global”, com reflexões sobre a importância da diplomacia em saúde, a partir de articulações entre governos e organizações internacionais; os impactos das mudanças climáticas na saúde e o potencial dos dados climatológicos para auxiliar no planejamento sanitário; e os benefícios da visão sistêmica na saúde coletiva. O grupo parte das experiências vividas durante a pandemia, período em que a Universidade estabeleceu uma Força-Tarefa contra a Covid-19 para enfrentar tanto os problemas de saúde quanto os outros desafios resultantes da emergência sanitária.