Colaboração Científica Brasileira Em Emergências De Saúde Pública De Importância Internacional: Um Estudo A Partir Dos Casos Do Zika Vírus E Da Covid-19

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Colaboração Científica Brasileira Em Emergências De Saúde Pública De Importância Internacional: Um Estudo A Partir Dos Casos Do Zika Vírus E Da Covid-19

Laura conta que um dos maiores desafios de adaptação para ela foi a questão das diferenças culturais – mas que pode contornar isso observando as ações de seus colegas da UCLA. “Percebia que existiam certos costumes em relação às práticas no hospital que eram diferentes das exigidas aos estudantes de medicina aqui no Brasil”. Segundo ela, os estudantes de lá recebiam uma exigência maior, além de ser um ambiente mais rígido e competitivo. A integração entre a medicina tradicional e complementar também é uma longa tradição no Brasil – com a união entre a medicina indígena e a medicina popular, por exemplo. O professor explica que os alunos de Moçambique e dos EUA podem aprender ainda sobre a importância, benefícios e limitações da integração dessas práticas com a medicina moderna. A chamada medicina tropical, focada no diagnóstico, prevenção, tratamento e gestão dessas enfermidades, constitui importante aprendizado para os estudantes estrangeiros.


A interprofissionalidade pode ser entendida como uma relação interdependente dentro de um ambiente de trabalho, a qual exige colaboração entre os agentes que compõem esse serviço, em busca de um objetivo em comum. Apesar do avanço da discussão sobre interprofissionalidade dentro dos espaços de formação e serviços de saúde, o debate acerca desse tema ainda não está presente no cotidiano dos cursos de graduação dessa área. Ao mesmo tempo em que se afirma o trabalho em equipe interprofissional como fundamental para uma atenção mais integral à saúde, a formação inicial desses profissionais não prioriza atividades que desenvolvam competências necessárias para tal. O III Seminário de Internacionalização ocorreu entre os dias 1º e 5 de março de 2021, com o tema “Como podemos melhorar o mundo juntos?
 Agência FAPESP – Desde que a COVID-19 se espalhou pelo mundo cientistas de diferentes países formataram um modelo de colaboração global sem precedentes na história, com o objetivo de promover descobertas conjuntas para o enfrentamento da crise sanitária. A cooperação técnica em vigilância sanitária constitui um instrumento eficaz para o fortalecimento das capacidades regulatórias de todas as partes que dela participam, favorecendo a troca de experiências e o aproveitamento das melhores práticas regulatórias executadas por diferentes autoridades sanitárias. Os Estados Unidos são conhecidos pela adoção de tecnologias médicas avançadas, o que proporciona aos alunos um aprendizado sobre o impacto dessas inovações na prática clínica. Além disso, o sistema de saúde americano enfatiza a importância da abordagem no paciente, envolvendo-o na tomada de decisões e promovendo a medicina personalizada. Isso ensina aos estudantes sobre a importância da comunicação efetiva e do respeito às preferências e necessidades individuais dos pacientes. Há ainda o fato de que os EUA são líderes em pesquisa médica e desenvolvimento de tratamentos inovadores.
E a adoção dessa estratégia não retira a autoridade brasileira nem a prerrogativa da Anvisa sobre a decisão de enquadramento de um produto no procedimento comum de análise da regulação ou no chamado "procedimento de análise otimizado". Mas, através de um conceito de confiança, otimizaria processos regulatórios diminuindo o tempo total de aprovação e, consequentemente, o acesso da população à tecnologia de saúde. Em agosto deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução tratando de critérios gerais para a admissibilidade de análise realizada por Autoridade Reguladora Estrangeira Equivalente (AREE) em processo de vigilância sanitária junto à Anvisa, por meio
Entre as metas relacionadas à vacina, Orozco destacou a análise estratégica dos estudos clínicos de fase 3 de quatro vacinas, que estão sendo realizados no México, acordos bilaterais de transferência de tecnologia e a produção e distribuição de vacinas na América Latina. Teclando-se Alt + 1 em qualquer página do portal, chega-se diretamente ao começo do conteúdo principal da página. B) Esta contagem engloba 36 membros completos e 6 membros associados que fazem parte da EUROCAT. Mais do que ser um setor burocrático, a área regulatória das empresas também tem como função facilitar com que o produto chegue ao mercado o
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De acordo com a reitora Sandra Goulart Almeida, esta é uma das mais promissoras redes internacionais de universidades, e suas prioridades – pesquisa, direitos humanos, sustentabilidade, por exemplo – estão em consonância com as da UFMG. “As ações da WUN durante a atual crise sanitária e social endossam nossa visão de que só a solidariedade e a cooperação entre pessoas, instituições e países podem fazer frente à pandemia e seus efeitos”, diz a reitora, que compõe hoje o Conselho Diretor da WUN. A professora destaca que pesquisadores da Universidade e profissionais de saúde do HUSM trabalham juntos na organização do programa. “A UFSM tem um papel relevante na construção de ações que possibilitem a implantação de modelos de telessaúde. Isso porque é um centro de referência regional para a saúde, principalmente devido à formação de profissionais em nível de graduação e pós-graduação”, afirma. Além disso, eles contam com a colaboração de instituições de países que já têm serviços de saúde digital estruturados, como é o caso da Espanha.

Colaboração internacional em saúde


para atender sua população. Outro aspecto importante é a valorização da medicina comunitária no país e a importância dada ao atendimento das necessidades de saúde da população local. Medicina preventiva, educação em saúde e engajamento comunitário estão entre os fatores que muito podem acrescentar aos estudantes em termos de aprendizagem. Além disso, Moçambique enfrenta desafios relacionados à saúde pública em geral, como doenças infecciosas e acesso limitado a serviços básicos de saúde. Nesse contexto, os estudantes podem aprender sobre estratégias de saúde pública, como vacinação em massa, controle de doenças endêmicas e programas de promoção da saúde.
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O projeto Leveraging digital healthcare experiences for post-pandemic non-communicable disease research – a multidisciplinary network engaging Brazil, Ghana and the UK foi  proposto pela UFMG, que lidera a iniciativa e tem como parceiras a University  of Southampton (Reino Unido) e a University of Ghana. Destinado à criação e ao aprimoramento de alternativas de atendimento de saúde a distância com base em recursos como os de inteligência artificial – a ênfase é em doenças não transmissíveis no pós-pandemia –, o projeto vai receber 10 mil libras (perto de 70 mil reais) do RDF. O acordo, que tem duração de cinco anos, compreende as áreas de ensino, pesquisa, desenvolvimento tecnológico, comunicação, informação, gestão e políticas no campo da saúde. Ao longo do trabalho, a Fiocruz participará dos projetos globais do Hub e poderá atuar na cooperação com a América Latina e a África, além de compartilhar sua experiência, levando projetos e programas já em andamento para o Hub.
http://www.progep.ufu.br/programas/programa-de-atencao-dependencia-quimica-sadeq-oficina-da-vida
Os projetos envolviam todo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do México e conseguimos produzir 437 ventiladores mecânicos que foram distribuídos em hospitais das províncias mexicanas”, disse Delia Aideé Orozco Hernández, diretora do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (Conacyt -México). No México, uma mobilização entre governos, universidades, empresas e órgãos reguladores permitiu o desenvolvimento de dois tipos de ventiladores mecânicos em apenas cinco meses. Houve ainda a parceria entre institutos de pesquisa e a rede de saúde para aumentar a capacidade de testagem na população. O encontro virtual reuniu integrantes de agências de fomento de pesquisa das Américas, Europa, Oriente Médio e África para tratar das experiências sobre o enfrentamento da pandemia de COVID-19. O evento, realizado entre os dias 9 e 11 de dezembro, foi organizado pela FAPESP, pelo Consejo Nacional de Investigaciones Científicas e Técnicas (Conicet), da Argentina, e Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (Conacyt), do Paraguai. Com o objetivo de fortalecer sua capacidade institucional, bem como de favorecer sua articulação junto a outras autoridades sanitárias, facilitando a tomada de decisão regulatória, a Anvisa assinou Acordos de Cooperação e de Confidencialidade com autoridades reguladoras estrangeiras consideradas estratégicas e organizações internacionais.