Só a própria pessoa que tem o poder de decidir sobre sua sexualidade, ninguém pode decidir por ela ou forçá-la a fazer coisas que a pessoa não quer. “Saúde sexual e reprodutiva” é a liberdade de decidir se quer ou não ter relações sexuais, é o poder de decidir se quer ou não ter filhos, quantos e quando, para isso existem métodos contraceptivos. É o direito de receber informação adequada para prevenir gravidez indesejada e/ou doenças sexualmente transmissíveis. O SUS, por meio da Política Nacional de Saúde Integral de LGBT, contempla ações para homens e mulheres. No entanto, para a efetiva promoção dos direitos sexuais e reprodutivos na perspectiva da saúde integral, é necessário entender as especificidades desse grupo populacional para que o cuidado seja compatível com as reais necessidades dos usuários. É importante que os profissionais de saúde envolvidos na atenção recebam esclarecimentos sobre as práticas sexuais e sociais da população LGBT para que os cuidados em saúde sejam condizentes com suas necessidades.
Isso significa que essa fase marca a entrada na vida reprodutiva, sendo definida, no sexo feminino, pela primeira menstruação (ou menarca). Também é recomendado manter em dia a vacinação contra a hepatite B e o HPV, não compartilhar seringas, agulhas e outros objetos que possam favorecer a transmissão e observar materiais utilizados por estúdios de tatuagem e salões de beleza, já que esses devem ser descartáveis ou devidamente esterilizados. Ao aderir ao Selo UNICEF, o município assume o compromisso de manter a agenda de suas políticas públicas pela infância e adolescência como prioridade. Espaços de participação dos adolescentes construídos nos municípios participantes do Selo UNICEF. O Selo UNICEF é uma estratégia para fortalecer as políticas públicas municipais voltadas para crianças e adolescentes que vivem na Amazônia e no Semiárido. Protocolo para o atendimento de pessoas transexuais e travestis no município de São Paulo.
O processo de ensino e aprendizagem, que já era influenciado pelas propostas de Paulo Freire(13-14), apropriou-se da pedagogia feminista(15). Observa-se mais uma vez a influência do GEM e do feminismo para transformação dessas práticas, o que contribuiu de forma significativa para construção de uma metodologia inovadora, baseada nos conceitos de gênero e raça/etnia e voltada para uma atenção humanizada. A disciplina de Atenção a saúde da mulher, vista até então de forma biológica, passa a adotar uma visão da mulher como um todo, nos aspectos reprodutivos, sexuais, psicológicos e sociais.
O programa também incorporou nas práticas em saúde o ideário feminista favorável à emancipação das mulheres. Um de seus pontos principais era o planejamento familiar, fundado no princípio de que toda mulher tem livre escolha e o direito de decidir sobre ter ou não filhos. No Brasil, as discussões sobre a sexualidade e a reprodução foram institucionalizadas a partir da década de 1950 do século XX, período em que se manifestaram preocupações governamentais significativas com o crescimento populacional, dada sua possível interferência no crescimento econômico. Desse momento em diante, nas décadas de 60 e 70 do mesmo século, houve maior investimento do governo brasileiro com relação à formulação de programas para o controle da natalidade, sob a forma de planejamento familiar.
Por outro lado, a saúde reprodutiva é a condição de bem-estar físico, mental e social relacionada com o sistema reprodutor, promovendo que as pessoas desfrutem de uma vida sexual satisfatória e segura. A contracepção é o principal meio de evitar uma gravidez indesejada, seja em adultos ou adolescentes. Existem diferentes métodos contraceptivos disponíveis nas redes pública e privada, porém muitos deles ainda são desconhecidos pela população. É direito universal ter acesso a serviços de saúde que garantam privacidade, sigilo e atendimento adequado para o cuidado da saúde sexual e prevenção de ISTs. De acordo com a OMS, a saúde sexual é um “estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade”.
Consequentemente, o currículo contribui para a formação de profissionais que reproduzem em sua prática a falta de integralidade na atenção a mulheres e homens, quaisquer que sejam sua classe, raça, etnia, geração, restringindo-se a aspectos biológicos. Para as docentes entrevistadas, as práticas desenvolvidas no ciclo gravídico-puerperal envolvem o pré-natal, o alojamento conjunto, a atuação em centro obstétrico, a prevenção de câncer cérvico-uterino e de mama e o planejamento familiar. Algumas também citaram o cuidado de enfermagem no climatério e na menopausa, além da assistência à mulher idosa. Duas mencionaram a atividade educativa e as oficinas para o incremento das práticas assistenciais. Descubra as vantagens de
[...] https://www12.senado.leg.br/institucional/sis/noticias-comum/aumenta-o-numero-de-pessoas-com-transtornos-por-uso-de-drogas-e-alcool A saúde sexual valoriza a vida, as relações pessoais e a expressão da identidade própria da pessoa. Ela é enriquecedora, inclui o prazer e estimula a determinação pessoal, a comunicação e as relações”. Esses profissionais de saúde trabalham para ajudar indivíduos e casais a manter uma boa saúde sexual, prevenir e tratar doenças sexualmente transmissíveis, melhorar a vida sexual e lidar com problemas sexuais, como disfunções sexuais, dificuldades de relacionamento e questões de fertilidade. A evolução desses conceitos foi perceptível a partir da década de 1970, ocasião em que eram direcionados para aspectos biológicos do ciclo gravídico-puerperal, e a partir da década de 1980, quando começaram a ocorrer mudanças. Isto é mais evidente após a criação do PAISM (1984), que ampliou a atenção para além da noção reducionista da reprodução como único aspecto a ser observado na saúde da mulher.
A partir do final da década de 1980 começa a surgir um olhar diferenciado, buscando superar a atenção voltada unicamente ao ciclo gravídico-puerperal, que se intensifica nas décadas de 1990 e 2000. As metodologias de ensino também apresentam forte evolução e as aulas puramente expositivas são substituídas por seminários, simpósios, visitas domiciliárias e atividades educativas, entre elas as oficinas. No início da década de 1980, deixaram de existir as habilitações em obstetrícia e em saúde pública e o curso foi renomeado Bacharelado em Enfermagem. Não foi possível analisar os programas das disciplinas de todos os anos estabelecidos, pois alguns documentos não foram encontrados.
A sexualidade tem a ver com a forma como nos vestimos, nos movemos, nos expressamos e nos relacionamos com os outros. É criadora e apresentadora do podcast Solteira Profissional, que aborda o universo de relacionamentos e sexualidade. Produz conteúdos para diversos veículos e formatos, com foco, especialmente, nas editorias de saúde, bem-estar e comportamento. É importante destacar que adolescentes, de 10 a 19 anos de idade, têm direitos a serem atendidos pelo sistema público sem discriminação, de qualquer tipo, com garantia de consentimento informado e esclarecido, de privacidade e de sigilo. Desde que entrou no Nuca, a adolescente conta que tem mais abertura para falar sobre o assunto, o que a ajuda a cuidar de si e compartilhar informação com seus amigos e amigas.
Nesse sentido, a saúde sexual e reprodutiva na adolescência é um componente de grande importância na vida das pessoas, uma vez que as primeiras experiências sexuais muitas vezes ocorreram durante essa fase da vida. Sem informação e orientação, podem resultar em gestações não planejadas ou até em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo HIV/AIDS, complicações que podem ser evitadas através de estratégias de informação e educação. Dentro dos direitos reprodutivos, as diretrizes da ONU reconhecem que as pessoas são livres para decidir se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas. Além disso, é direito exercer a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência. Para transformar esse cenário, é imprescindível educar a população sobre a saúde sexual.