Educação Sexual Nas Escolas Evita Violência E Traz Responsabilidade, Diz Especialista

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Educação Sexual Nas Escolas Evita Violência E Traz Responsabilidade, Diz Especialista

http://www.progep.ufu.br/programas/programa-de-atencao-dependencia-quimica-sadeq-oficina-da-vida
https://brasilescola.uol.com.br/drogas/cocaina.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna

No futuro, cuidará do corpo visando a não transmissão de IST, bem como a gravidez não planejada”. A educação sexual, atualmente chamada educação em sexualidade, é uma matéria que contempla maneiras de ensinar sobre as expressões da sexualidade para crianças e adolescentes, tanto no âmbito familiar quanto escolar. Há quem diga que Educação Sexual é desnecessária e pode corromper a inocência da criança. Mas, contrário a tudo isso, os números crescentes de abuso de vulnerável mostram a necessidade de informar crianças, jovens e adolescentes, sem tabus e preconceitos, sobre sexo para combater a violência sexual. A educação sexual é uma questão de saúde pública e ensino básico, que anda em debates controversos no Brasil.
A Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou ser favorável à implementação da educação sexual no currículo escolar. Em nota, a organização considera que a educação sexual está estritamente relacionada à promoção dos direitos humanos e o direitos das crianças e jovens, especificamente no qual toda pessoa tem direito à saúde, educação, informação e a não discriminação. A Educação sexual é o nome dado ao processo que visa ensinar e esclarecer questões relacionadas à sexualidade. A educação sexual aborda temas como o sexo, gravidez, aborto, métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis. Foi possível inferir que o conhecimento científico e a prática pedagógica são indispensáveis para a motivação e aperfeiçoamento profissional e pessoal de todo e qualquer acadêmico.
Um dos objetivos da iniciativa é falar sobre isso com os jovens de forma educativa, e não de maneira preconceituosa ou discriminatória. O assunto não é um unânime entre pais e há os que acreditam que esta é uma conversa que deveria ser restrita ao núcleo familiar, que a discussão na escola envolve ideologia e que os professores podem exercer influência sobre a orientação sexual de seus filhos. Segundo a professora doutora Vilena Silva, que leciona biologia e meio ambiente, a escola pode ser uma rede de proteção e de ajuda das crianças.
Contribuindo, assim, para uma adolescência sem frustrações, como complementa Delval (2009, p. 22), “a frustração do adolescente por se sentir impotente para mudar a ordem das coisas é a origem dos problemas sociais de hoje em dia”. Não sendo assim, considera-se que tais equívocos são provocados pelo tabu social atribuído à Educação Sexual das crianças ao relacionar equivocadamente o ato sexual reprodutivo com atributos envolventes à sexualidade. Não dá para esperar a adolescência para se falar de sexo, já que aos treze anos este assunto não despertará mais tanto interesse quanto aos nove ou dez anos de idade. Ao ser educada, corretamente, a criança não virá produzir argumentos com a inocência de não ter sido preparada ou  informada, mas, consciente das oportunidades que não lhe foram negadas, poderá assumir seus atos com corresponsabilidade, certeza e com mais maturidade do que a que é permitida à sua fase ou faixa etária. A Educação Sexual deve ser entendida como formadora da vida social adulta, devendo ser iniciada ainda na infância. Será impossível a muitas crianças obter uma formação profissional se antes mesmo de conquistarem o que poderiam planejar para o futuro são submetidas ao brusco rompimento da pré-adolescência.

Mais do que um problema moral, ela é vista como um problema de saúde pública, e a escola desponta como um local privilegiado de implementação de políticas públicas que promovam a saúde de crianças e adolescentes. Tendo como referência uma pesquisa etnográfica desenvolvida em uma escola municipal do Rio de Janeiro entre agosto de 2002 e julho de 2003, este artigo discute como a sexualidade adolescente tem sido equacionada  como um problema social e como isso influencia o modo dessa questão ser trabalhada na escola. Além disso, a forma da escola abordar o tema está delimitada pelas especificidades das ciências biológicas, pois é através das aulas de Ciências que esse assunto se insere concretamente na escola.

Já o volume 2 - Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias - prevê que a Educação Sexual se insira dentro da disciplina de Biologia, afirmando que esta deve prioritariamente, desenvolver assuntos ligados à saúde, ao corpo humano, à adolescência e à sexualidade. Para Joana Procopio de Carvalho F. França, diretora do F2 do Colégio Santa Cruz, educação sexual é um tema que está intrinsecamente ligado à convivência e à ética, "que envolve o cuidado de si e do outro alinhado à compreensão das várias dimensões da expressão da sexualidade". Ainda que o trabalho das escolas prove que é justamente o contrário uma vez que o assunto também pertence ao ambiente escolar. Isto porque quando um pré-adolescente ou adolescente sai de casa e vai para a aula, é inevitável que leve junto as questões que o afligam. Nenhum adolescente tranca os pensamentos dentro do quarto ou esconde na gaveta do banheiro quando sai para ir à escola e chega lá vazio.


Por isso, além do combate à violência doméstica, a educação sexual também é importantíssima para prevenir a gravidez na adolescência e as infecções sexualmente transmissíveis. Também é importante lembrar que, com ou sem educação sexual nas escolas, adolescentes fazem sexo. Nessa idade, eles começam a explorar os próprios corpos, sentem o desejo despertar e, muitas vezes, não sabem como lidar com ele. A educação sexual ainda é tabu em vários países, mas a obrigatoriedade das aulas no currículo é o caminho para a desconstrução do tema e para formação de crianças e adolescentes conscientes.

Educação sexual


A psicóloga explica que a conversa franca, respeitando o entendimento e o vocabulário das crianças, é a chave para dotá-las de informações e protegê-las de um crime. De acordo com um relatório da Unesco, elas sofrem não só com complicações da gravidez, como também têm maior risco de abandono na escola, menos oportunidades de emprego e maior vulnerabilidade à violência. Os dados são das pesquisas Ultraconservadorismo na Educação e Pesquisa nacional Educação, Valores e Direitos, realizada pelo Datafolha a pedido do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e da Ação Educativa. Quem assume é o até então vice-presidente Michel Temer, inicialmente como interino e posteriormente, em 31 de agosto de 2016, quando o golpe é confirmado, como presidente da república. No período, o levante conservador, fundamentalista e burguês continua a se expandir, assim como a desinformação e as chamadas Fake News. Outros documentos do período que fazem referência à Educação Sexual, seja direta ou indiretamente, foram o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil - vol.