Escola São Paulo De Ciência Avançada Em Preparação Para Enfrentamento De Epidemias

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Escola São Paulo De Ciência Avançada Em Preparação Para Enfrentamento De Epidemias

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Abaixo, o Nexo apresenta livros, filmes e séries que tratam do tema, passando por gêneros como a literatura portuguesa e o cinema coreano. As pandemias são também mais prováveis hoje porque a quantidade de doenças novas aumentou nas últimas décadas. Atualmente, estima-se que surjam cinco novas infecções todos os anos em diferentes lugares do mundo. Entre elas,  destacam-se as zoonoses (doenças transmitidas de animais para humanos), como a covid-19. A trajetória do novo coronavírus mostra que, apesar dos avanços científicos e tecnológicos da medicina no século 21, as pandemias hoje são uma ameaça tão grande quanto eram nos tempos da gripe espanhola. A OMS fala nos tempos atuais como uma “nova era de surtos de alto impacto”, detectados com mais frequência e cada vez mais difíceis de gerenciar, segundo o relatório “A world a risk”, de 2019.

Pandemias e preparação para emergências


Quando é preciso participar de uma reunião com o Ministério da Saúde, por exemplo, não é preciso nenhum deslocamento, é possível fazer o encontro on-line. E esse legado não beneficiou apenas os serviços de saúde, e vamos levar para as futuras gerações. Coordenadora do Laboratório de Biotecnologia Aplicada, Rejane Grotto diz que necessidade de observar cuidados permanece, pois doença causa centenas de óbitos semanalmente no Brasil. É preciso que as pessoas confiram qual é a fonte da informação que recebem, e se está embasada em algum estudo”, diz.

As grandes doenças do passado refletiram sua época e mudaram o curso dos acontecimentos, desafiando e redefinindo o mundo que as criou. A severidade das pandemias variou na história, dependendo da época e do local em que ocorreram e do preparo das sociedades para enfrentá-las. A letalidade da peste negra (também chamada de peste bubônica), no século 14, e da gripe espanhola, em 1918, é comparável à de grandes guerras. Outros eventos, como a gripe suína, foram brandos, embora tenham feito vítimas. A gripe é uma das infecções que podem virar pandemias (a mais recente foi a gripe H1N1, ou suína, que levou a OMS a decretar estado de pandemia em 2009, primeira vez que isso ocorria no século 21).

Às vezes, a dengue é tratada como surto, por ocorrer apenas dentro de alguns bairros. Em outro exemplo, no fim de 2019, as autoridades de saúde São Paulo classificaram como surto o registro de duas ocorrências de toxoplasmose dentro da cidade. A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou estado de pandemia do novo coronavírus no dia 11 de março de 2020, pouco mais de três meses depois do primeiro registro da infecção na China. Era a segunda vez que a autoridade sanitária fazia tal alerta no século 21.

Pandemias e preparação para emergências


O setor econômico com mais notificações foi o de atendimento hospitalar, com 52,1 mil notificações somente em 2018 e mais de 378 mil  de 2012 a 2018. O comércio varejista de mercadorias em geral e a administração pública aparecem em seguida. A ocupação mais frequente citada em notificações é a de alimentador de linha de produção (6%), seguida de técnico de enfermagem (5%) e de faxineiro (3%).
O aprimoramento da vigilância inclui certamente a incorporação de novas tecnologias de informação e comunicação9. Um aspecto fundamental é a forte presença de uma base laboratorial de pesquisa e apoio à vigilância epidemiológica, com a participação de institutos de pesquisa e laboratórios centrais de apoio à vigilância. Um exemplo disso é a vigilância sentinela de influenza, da qual o próprio Instituto Evandro Chagas também participa como unidade sentinela. Outro aspecto tão ou mais importante que a rede laboratorial é a capacitação de recursos humanos, que inclui o EpiSUS, curso de capacitação para epidemiologistas de campo, do Ministério da Saúde. “Neste momento, vivemos uma epidemia importante de influenza B e vírus sincicial respiratório (VSR) em vários estados.
Para isso, os conselheiros do comitê solicitaram algumas informações, e a OMS forneceu o status da vacinação global e as implicações do término da emergência. Ao olharmos novamente para a pandemia de influenza de 1918, não podemos deixar de trazer um olhar tristemente nostálgico, de um mundo saindo de uma guerra que mudou a geografia e a face do mundo atual, e relembramos o soneto de John McCrae... Na avaliação, os especialistas apontaram a tendência acentuada de redução da mortalidade pela doença; a diminuição das hospitalizações e internações em unidades de terapia intensiva (UTIs); o aumento da imunidade contra o coronavírus; e o melhor acesso a diagnósticos, vacinas e tratamento. “Precisamos avançar de forma importante no monitoramento e intervenções relacionadas às desigualdades e à melhoria da qualidade interna dos ambientes que não estão tendo a devida atenção e são também postos-chave de preparação para futuras emergências sanitárias”, afirma. Durante a coletiva de imprensa, o diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan, explicou que “na maioria dos casos, as pandemias realmente terminam quando a próxima começa”.