As intervenções de prevenção à saúde mental no Brasil tem utilizado, na maioria das vezes, a abordagem comportamental e cognitiva-comportamental (Abreu, 2012). Essas abordagens também são comumente utilizadas em intervenções de prevenção à depressão (Muñoz et al., 2010). Todavia, a abordagem ecológica é considerada um componente-chave do novo movimento de prevenção e promoção da saúde, adotado por entidades como a WHO e por Ministérios de Saúde em todo mundo (Richard et al., 2012). Essa abordagem tem como foco uma perspectiva ampliada dos fatores determinantes da saúde e qualidade de vida e enfatiza as interações entre indivíduos, grupos e seu meio ambiente (Abreu, 2012). Entretanto, percebe-se que o foco de intervenções de prevenção à saúde mental da pessoa idosa está centrado, em sua maioria, no componente individual.
A prática de exercícios físicos é de extrema importância para fortalecer os músculos e evitar problemas decorrentes de quedas e traumas. Porém, as atividades precisam de moderação e acompanhamento profissional, sendo mais indicada a hidroginástica e caminhadas. Embora seja algo natural ao qual todos estão suscetíveis, lidar com essas transformações no corpo pode ser difícil para muitas pessoas, afetando diretamente a saúde mental. Esse processo, chamado de “crise de meia-idade”, costuma acontecer a partir dos 40 anos.
Além disso, a perda de pessoas próximas ou até as limitações físicas e mentais da idade contribuem para o desenvolvimento de problemas como sentimento de solidão, depressão e ansiedade. A perda cognitiva e as limitações corporais podem fazer com que o idoso precise de auxílio no dia a dia para realizar diversas tarefas, mas com a inclusão de algumas práticas na rotina é possível preservar a capacidade de conduzir tarefas diárias sozinho. Aqui vale incluir fisioterapia, exercícios físicos e atividades para trabalhar a memória e a mente de uma maneira geral.
Características desse tipo de intervenção são apresentadas, por exemplo, em estudos de prevenção à depressão (Pot et al., 2008; Korte et al., 2012) e ao suicídio (Lapierre et al., 2011) em adultos mais velhos e idosos. No que se refere à saúde mental da pessoa idosa, a aquisição de um envelhecimento ativo encontra desafios, principalmente em função de riscos como, por exemplo, o sofrimento psíquico causado pela depressão. A depressão é considerada pela literatura especializada um grave problema de saúde pública (Muñoz, Cuijpers, Smit, Barrera & Leykin, 2010) e um fator de risco ao suicídio (Minayo & Cavalcante, 2012). Explore as opções Com o intuito de chamar atenção da população mundial para essa temática, em 10 de outubro de 2012, a depressão foi tema do dia mundial da saúde mental promovido pela WHO (2012).
Devido à pandemia causada pelo novo coronavírus, o sedentarismo, a dor e as limitações funcionais têm afetado de forma negativa, em especial, a saúde mental dos idosos. Portanto, com a leitura deste artigo, você entendeu a importância de cuidar da saúde mental dos idosos e conheceu algumas dicas importantes para alcançar esse objetivo. Sendo assim, faça sua parte, dê atenção e cuide dos seus amigos e familiares que já estão na terceira idade. A terceira idade é uma etapa da vida que exige uma maior atenção e cuidado com a saúde mental e física. Além da sensibilidade emocional e do sentimento de solidão, estamos mais propensos às doenças crônicas e outras adversidades. Boa saúde geral e assistência social são importantes para promover a saúde mental do idoso, sua autonomia, a prevenção de problemas e a administração de dificuldades crônicas.
Um ambiente adequado, baseado em padrões internacionalmente aceitos de direitos humanos, é necessário para garantir a mais alta qualidade dos serviços prestados às pessoas com dificuldades psicológicas e aos seus cuidadores. Ao redor do mundo, sabe-se que a depressão em idosos normalmente passa despercebida e por isso, pouco tratada na saúde primária. Para além desse fator preocupante, teríamos ainda o estigma que engloba esse tipo de questão, algo que promoveria relutância por parte das pessoas em buscar ajuda para problemas dessa natureza, dificultando sua observação e possibilidade de tratamento.
É importante lembrar que zelar por alguém é uma ação que depende do bem-estar das duas partes. Explore as possibilidades Por isso, manter o equilíbrio entre o trabalho e atividades de lazer é de extrema importância. De modo semelhante, com relação às políticas de intervenções dirigidas à saúde mental do idoso, observa-se que normatizações, como as recomendadas pela WHO (2004), também estão focadas em ações de promoção. Sendo assim, é relevante incluir na agenda política orientações para a implantação de ações preventivas e de outros temas inovadores como a prática de intervenções breves e uso de estratégias computadorizadas. Práticas preventivas via internet, têm beneficiado a população idosa na redução de sintomas de ansiedade (Zou et al., 2012) com alto grau de aceitabilidade por esse público.