Vigilância Epidemiológica Secretaria Da Saúde

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Vigilância Epidemiológica Secretaria Da Saúde

Além desses, podem ocorrer também afecções extraintestinais em diferentes órgãos e sistemas como nos rins (Síndrome Hemolítico-Urêmica), sistema nervoso central (botulismo e toxoplasmose), má formação congênita (toxoplasmose), dentre outros. É importante evitar a estigmatização e a violência que podem ocorrer contra pessoas identificadas como possíveis portadoras da Covid-19 (WHO, 2020). (Proposta elaborada no seminário "Estratégias  para o desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil", realizado em Itaparica, BA, maio de 1989), 40 p. Reunião com membros de instituições acadêmicas e representantes de Secretarias Estaduais de Saúde, CONASS, CONASEMS e OPAS para conclusão da revisão deste documento - Salvador, Bahia - 01 e 02 de junho de 1998. Reunião com os coordenadores de áreas específicas do Ministério da Saúde para a 1a revisão deste documento - OPAS, 18 de maio de 1998.

No contexto da investigação de uma epidemia, as hipóteses são formuladas com vistas a determinar a fonte de infecção, o período de exposição dos casos à mesma, o modo de transmissão, a população exposta a um maior risco e o agente etiológico. O processo de confirmação de uma epidemia ou surto envolve o estabelecimento do diagnóstico da doença e do estado epidêmico - o qual diz respeito a uma situação dinâmica e transitória, ainda que possa ser prolongada, caracterizada pela ocorrência de um número infreqüente de casos em dado momento e lugar. Considerando-se que freqüência inusitada, tempo e lugar são aspectos fundamentais para estabelecer fidedignamente um estado epidêmico, torna-se imprescindível conhecer a freqüência habitual (nível endêmico) desses casos naquele lugar e período.
As atividades desenvolvidas envolvem, basicamente, comensais, definição de caso e coleta de amostras clínicas, bromatológicas e toxicológicas, além da inspeção sanitária. Como em outras situações epidêmicas, os dados devem ser continuamente analisados para possibilitarem, paralelamente à investigação, a adoção de medidas de prevenção e controle (processo informação-decisão-ação). Dada a natureza específica de cada doença ou agravo à saúde, o processo da notificação é dinâmico, variável em função das mudanças no perfil epidemiológico, dos resultados obtidos com as ações de controle e da disponibilidade de novos conhecimentos científicos e tecnológicos.

Chandni Sajeevan, chefe de medicina de emergência do hospital Kozhikode Government Medical College, liderou em 2018 a resposta a um surto de Nipah, um vírus mortal transmitido por morcegos frugívoros. Dezesseis das 18 pessoas infectadas morreram, incluindo uma jovem enfermeira que cuidou das primeiras vítimas. A maioria das pessoas provavelmente não ouviu falar sobre os surtos de ebola relatados acima. Elas também não souberam de um possível surto do vírus mortal Nipah, que uma médica e seus colegas interromperam no sul da Índia, no ano passado. — Os surtos não ocorrem devido a uma única falha, eles ocorrem devido a uma série de falhas — disse o médicoTom Frieden, diretor-executivo da Resolve e ex-diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

Conforme o estudo, essa situação fazia com que parte do esgoto escoasse por canais abertos, resultando em água parada, condição sabidamente favorável à reprodução do mosquito Aedes Aegypti. Especialmente, quando consideramos a falta de estrutura física, a exemplo de lugares sem saneamento básico. A infectologista considera esse um dos principais sinais de favorecimento para doenças. Para os que tiverem ido para os países em surto, a orientação é que busquem atendimento médico caso tenham sintomas similares, como febre, sangramentos e dores musculares. Inicialmente, os primeiros sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças.
Observa-se que, em grande medida, os Estados e o Distrito Federal já colocaram em prática medidas para limitar a circulação e a aglomeração de pessoas em maior ou menor grau.  Contudo, o Governo Federal, ao minimizar a importância do distanciamento social e contrapor-se, publicamente, às medidas adotadas pelos Estados e municípios, tem grande potencial para minar a adesão da população a elas. O relatório deve ser enviado aos profissionais que prestaram assistência médica aos casos, aos participantes da investigação clínica e epidemiológica, aos representantes da comunidade, às autoridades locais e à administração central dos órgãos responsáveis pela investigação e controle do evento. Sempre que possível, quando se tratar de surto ou agravo inusitado, deve-se divulgar, por boletins, um resumo da investigação. Para doenças incluídas no Sistema de Vigilância Epidemiológica utilizam-se as definições padronizadas encontradas nos itens específicos deste Guia. Quando se tratar de agravo inusitado, após a coleta de dados clínicos e epidemiológicos, estabelece-se uma definição de “caso” com sensibilidade suficiente para identificar o maior número de suspeitos.

Medidas contra surtos de doenças


Portanto, dependendo da magnitude do evento, a equipe de vigilância epidemiológica deve buscar articulação com os responsáveis pela rede de assistência à saúde, para que seja organizado o atendimento à população. Tem finalidade de interromper a propagação do surto existente e prevenir a ocorrência de outros. Em muitos surtos é necessária a ação da vigilância sanitária e outros órgãos envolvidos da fiscalização da qualidade e inocuidade dos produtos, os quais deverão tomar medidas para evitar que alimentos suspeitos continuem a ser consumidos, distribuídos e comercializados. Exemplo claro deste fato encontra-se no Programa de Erradicação do Poliovírus Selvagem, que adotou diferentes critérios nas suas definições de caso suspeito, compatível, provável ou confirmado ao longo da sua trajetória.  Conheça A última edição do Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde34 atualizou as normas, procedimentos técnicos e definições de caso da maioria das doenças que estão sob vigilância no país, e uma nova edição está em fase final de revisão para publicação.
Por isso, após o retorno, os viajantes devem permanecer vigilantes para possíveis sintomas relacionados com a febre hemorrágica por 21 dias (período de incubação da doença). Mudar a classificação da COVID-19 de pandemia para endemia, significa que a doença será tratada como permanente. Na prática, ações como  obrigatoriedade do uso de máscaras e das medidas de restrições para evitar aglomerações só voltariam em casos de surtos. Ou seja, em casos de aumentos repentinos na incidência do vírus, como ocorreu com a variante ômicron.
http://www.progep.ufu.br/programas/programa-de-atencao-dependencia-quimica-sadeq-oficina-da-vidaSaiba mais Os objetivos podem ser alcançados através de uma ou mais das metodologias apontadas no item anterior. Entretanto, se houver a necessidade do conhecimento caso a caso do agravo, deve-se incorporá-lo à lista de notificação. A delimitação de áreas geográficas específicas para monitorar a ocorrência de doenças específicas ou alterações na situação de saúde é uma metodologia que vem sendo desenvolvida e tem sido denominada por Samaja de vigilância de áreas sentinelas24, 25, 26. Inquéritos amostrais periódicos podem ser a melhor alternativa para analisar e acompanhar um determinado problema, cujo controle não depende, necessariamente, do monitoramento contínuo de sua ocorrência. Mais importante, nesses casos, é o rigor científico  na coleta dos dados, de forma a permitir a análise e comparabilidade dos achados. Outros tipos de estudos epidemiológicos como os de caso-controle, ecológicos e séries de casos, que têm indicação mais restrita como instrumento prático para os serviços de saúde, podem ser úteis em circunstâncias específicas.